Da Redação do LicitaMais: Quando um morador recebe visitas, já é praxe a portaria pedir nome e documentos do visitante, para cadastro. Assim, sabe-se quem entrou e saiu, o que auxilia na segurança.
Quando prestadores de serviço chegam ao condomínio, existem duas opções. Em relação àquele que faz entregas rotineiras, como carteiros e lixeiros, a entrada pode ser facilitada. Em relação aos que realizam serviços eventuais, como entregadores de pizza, talvez seja necessário maior controle. Regras absolutas de entrada e saída são difíceis de serem prescritas, já que existe uma enorme diversidade de quem precisa entrar nos condomínios.
O que se recomenda é que cada condomínio, de acordo com seu tamanho e especificidades, crie regras próprias e transparentes, aceitas por todos. Não se pode evitar que um morador tenha acesso à prestação de serviços, como entrega de pizza e instalação de TV a cabo, entre outros, mas a segurança condominial deve ser uma prioridade.
“Em princípio, somente moradores deveriam ter acesso ao condomínio. Este é o cenário ideal para uma boa segurança. Mas sabemos que nem todos têm este costume”, afirma Marcos Moreno, consultor e especialista em segurança para condomínios.
Para garantir a segurança do condomínio, a portaria deve ter uma relação com nome, empresa contratante e documentos de todos os empregados, diaristas e prestadores de serviços. Para tanto, deve exigir os dados das empresas e moradores. Desta forma, terá arquivados dados sobre quem entra e quem sai e os respectivos horários.
Entregas
Todas as entregas devem ser feitas na portaria. Assim, existem duas opções: ou o entregador deixa a mercadoria na portaria ou aguarda a chegada do morador para entrega em mãos. “O ideal é ter, na portaria, um passa-volume. Assim, o entregador sequer entra no condomínio”, diz Moreno.
No caso dos carteiros, vale a mesma regra. É importante lembrar que os Correios designam um profissional para cada área e avisam aos moradores e condomínios quando há trocas ou substituições temporárias.
Transportes
O uso de táxi, perua escolar e ônibus circular é comum, mas deve ser feito com cautela para garantir a segurança dos moradores. Novamente o uso do cadastro é fundamental. No caso dos ônibus, deve-se ter os nomes dos motoristas e cobradores, junto com a escala de horários deles. Caso haja alteração, emergencial ou definitiva, o condomínio deve ser avisado.
O mesmo vale para peruas escolares, que devem também apresentar o registro na prefeitura, o comprovante do curso de formação e os nomes de quem dirige e quem cuida dos passageiros.
“Caso haja uma troca e o condomínio não seja avisado, deve barrar a entrada dos veículos. Todos devem trabalhar em conjunto para garantir a segurança e estar alinhados em relação aos procedimentos necessários”, diz Moreno.
Lixeiro
A solução ideal seria o condomínio ter uma coleta interna própria, que despejaria o lixo em um local próximo à portaria do condomínio. Em seguida, a coleta municipal retiraria os sacos. Porém, não são todos os condomínios que fazem isto.
“Para muitos, a segurança é vista como custo. Na verdade é um investimento, já que em incidentes o valor subtraído costuma ser alto. Assim, o barato sai caro”, conclui Moreno.
A administradora de condomínios Patrícia Maister, de Sorocaba (SP), cita que, entre os clientes, os condomínios antigos ainda deixam prestadores de serviços adentrarem o interior dos mesmos. Já os novos têm escrito na convenção a restrição à entrada de não-moradores. Mas isto não impediu que ocorresse um assalto em um dos residenciais.
“Foi um erro da portaria. Um ‘olheiro’ entrou, afirmando que era corretor e ia inspecionar um imóvel. Só ficamos sabendo depois do ocorrido”, finaliza Patrícia.
Fonte: Site: licitamais
Autor: Da Redação do LicitaMais: